Na hora do atraso para o trabalho, saindo do colégio, no passeio com os amigos nada melhor que uma comida rápida e gostosa.
Pouco a pouco os brasileiros também se rendem aos encantos dos fast-foods. Milk-shakes, batatas fritas, hambúrgueres e outros têm tomado o lugar do tradicional feijão com arroz e preocupado o Ministério da Saúde.
A popularidade dessa nova tradição alimentar fez com que o índice de obesidade no nosso país atingisse 15% de nossas crianças, número 5 vezes maior comparado ao de 20 anos atrás o que corresponde a 5 milhões sem contar os adultos. E quem levou a culpa mais uma vez foi a mídia.
Uma mudança no horário da publicação desses alimentos, visto que o público alvo é o infantil, e a divulgação dos riscos do consumo excessivo dos mesmos foram idéias propostas pelo Ministério e pela Agência de Vigilância Sanitária, porém nenhum projeto entrou em vigor devido à falta de uma lei específica sobre o tema.
A boa notícia é que há novos e saudáveis produtos nos cardápios das lanchonetes de fast-foods como saladas, frutas e sucos o que já é um bom começo, no entanto apenas o novo cardápio e até mesmo uma lei que divulgue os danos da má alimentação proposta pela mídia não seriam suficientes para uma reeducação alimentar. O mesmo se fez com o cigarro e a bebida e ainda existem muitas pessoas morrendo por causa do uso em excesso dos mesmos.
Por outro lado os não consumidores ou consumidores moderados desses produtos recebem esse título, geralmente, não por influência da mídia, mas por terem uma educação diferenciada em suas casas.
O problema não vem só das ruas ou da televisão. Dentro das casas encontramos esse hábito maléfico. Os próprios pais aderem como dieta básica a mesma bomba de calorias ou não impõem limites na alimentação dos filhos, além de que não são poucos os que conhecem os riscos, ou seja, não há moderação por vontade própria.
Uma conscientização principalmente das famílias em conjunto com as idéias anteriores seriam a melhor solução, afinal educação, mesmo que alimentar, começa em casa.

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