As notícias mais recentes revelam o desastre ocorrido no dia 11 de março deste ano quando um terremoto de magnitude 8,9 ocasiona um tsunami que atinge a ilha de Honshu no Japão.
As conquências giram em torno de 288 mortes, 349 desaparecidos e centenas de feridos, número que já dobrou, além dos danos ocasionados à usina nuclear de Fukushima, o que tem gerado polêmica nas últimas semanas.
A produção de energia nuclear até então vista como aliada agora se torna um perigo para a população. A radiação que deveria permanecer contida nos reatores está extravazando devido ao superaquecimento dos mesmos.
A empresa trabalha árduamente para reparar as danificações, no entanto, explosões, incêndios e vazamentos radioativos forçaram os engenheiros a suspender os trabalhos dentro da usina e ainda uma expansão da zona de exclusão para 20km foi estabelecida devida à informação do Greenpeace de ter encontrado níveis de radiação de até 10 microsieverts por hora em um vilarejo a 40 km da usina.
O abastecimento de água pluvial e provenientes dos rios após as chuvas e fornecimento de alimentos de dentro da zona de exclusão foram suspensos para evitar contaminação por partículas radioativas vindas de Fukushima.
A exposição do ser humano à radiação pode ocasionar sérios problemas. Raios alfa ocasionam queimaduras na pele, enquanto que os raios beta e gama, uma vez introduzidos no organismo, provocam deformações celulares podendo gerar câncer e causar mortes.
Pelo menos 20 pessoas já foram expostas, mas o governo não revela a gravidade dos casos.
Apesar das informações de que a situação está parcialmente estabilizada a radioatividade na água do reator 2 é 100 mil vezes maior que o padrão e o nivel no mar também aumentou.
Este é o maior acidente nuclear desde o ocorrido em Chernobyl e também o mais caro. O prejuízo é de UU$ 250 bilhões e nenhuma resolução foi estabelecida de fato.
Os engenheiros já admitem como solução o uso de areia e concreto para selar os reatores como em Chernobyl, no entanto ainda não foi aceita a idéia. A prioridade é dada ao resfriamento dos reatores e principalmente das piscinas que apesar de milhares de litros de água despejada continuam evaporando.Quanto aos habitantes a exclusão e o uso de cápsulas de iodo que saturam o organismo de iodo não-radiotivo diminuindo o risco do organismo recebe-lo em forma radioativa são as melhores soluções até que o caso seja resolvido.
Por: Thais Silva Ladislau
Por: Thais Silva Ladislau